Mãos cansadas sobre
travesseiro,
onde pairavam à penumbra,
uma vontade de contar-lhe.
Quem havia de escutar
os sussurros ou a mente
inquieta?
As paredes expandiam-se
no olhar de um
madrugador. Há tempos
não madrugava e por
conseguinte, não corria
meus dedos pelo teclado à contar-lhe um devaneio
O quarto baforava hálito de musgos e de queijos jogados ao chão, fazia-me de
triste canção mutante, à complemento de uma imagem, haja vista à televisão!
Uma ponte de tristeza abatia-me, porém com uma centelha de chamas a
abrandar toda penumbra, e um ser existente em um quarto.
Pontas de tristeza parada com lápide escrito. "Em memória de..." e um
lápso por vir... Fascínio costumeiramente roto ao entardecer.
Sei que há de vir grandes aspirações antes do entardecer, mas vagueado entre
linhas, vou lhe dizer, do princípio noite, ao raiar do dia!
As nuvens de novembro estavam anunciando o fim do dia. Tantos dias e tantas
noites semi-nuas em uma frase. Tempestades e rajas de ventos. O céu caia e
chorando eram respingos em minha roupa. As noites se tornavam mais cinzas do
que o costumeiro. Concretos arranha-céus, antes vestido de noiva, agora
completando as bodas...
Lindos dias, lindas noites! Há quem prefira ficar no quarto, se embebedando de
uma tristeza, o solitário. Quem diria o digital ou o virtual, você está aí?
Conversas refletidas no espelho, paredes brancos refletidas em desejo! Portas e
janelas ofuscando-me! Enchia-me do teu ar puro, orvalhando-me do teu alimento!
Meus sapatos eram iguais aos teus, minhas roupas eram iguais às tuas. Tuas
idéias eram iguais às minhas?
Tribos urbanas correlatas! Segmentados! desejava-te vida longa, transtorno
para o além vida de portas, janelas ou um quarto!
Queijos e vinhos para brindar um novo
amanhecer, diferenciado pelas horas do tempo.
Deixar para trás o quarto com a premissa de um bom
repousar de corpo noturno.
Roto? Boa noite. Um brinde ao amanhecer!
Fernando Inazumi é poeta e gentilmente permitiu
a publicação desta poesia no meu blog
Até breve. querendo Deus!
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terça-feira, 15 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Que pena
Que pena
de quem quer
e não corre atrás
Que pena
de quem não tem coragem
que é incapaz
Que pena
de quem não
sabe o que quer
Que pena
de você, querida
sem vida
Aprisionada, coitada
não sabe aonde ir
De você, que pena
Tadinha
não sinto mais nada
Perdoas tu, Pai
pois ela não
sabe o que faz
Felipe Tavares de Araújo
Historiador, poeta e músico
Até breve, querendo Deus!
comentários para email: pirrixiurn@gmail.com
de quem quer
e não corre atrás
Que pena
de quem não tem coragem
que é incapaz
Que pena
de quem não
sabe o que quer
Que pena
de você, querida
sem vida
Aprisionada, coitada
não sabe aonde ir
De você, que pena
Tadinha
não sinto mais nada
Perdoas tu, Pai
pois ela não
sabe o que faz
Felipe Tavares de Araújo
Historiador, poeta e músico
Até breve, querendo Deus!
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Tudo se cala
Tudo se cala
ao ser visto
Comunicado a imagem
Vem o deslumbramento
uarda-se na memória
o objet adocicado
E evoca-se seus fragmentos
A imagem Original
Vera quebra-cabeça
O homem manipula
para o embelezamento
Um rio verde
Uma ponte larga
Igrejas ao vento
Um patamar alto
Tudo agora é
obra de colagem
O homem por memória
fabrica o vento
O posto
O brilho da água
Refaz, para seu alheamento
A paisagem
Tudo se cala
ao ser visto.
Felipe Tavares de Araujo
Históriado, poeta e músico
Comentários, enviar para pirrixiurn@gmail.com
Até breve, querendo Deus!
ao ser visto
Comunicado a imagem
Vem o deslumbramento
uarda-se na memória
o objet adocicado
E evoca-se seus fragmentos
A imagem Original
Vera quebra-cabeça
O homem manipula
para o embelezamento
Um rio verde
Uma ponte larga
Igrejas ao vento
Um patamar alto
Tudo agora é
obra de colagem
O homem por memória
fabrica o vento
O posto
O brilho da água
Refaz, para seu alheamento
A paisagem
Tudo se cala
ao ser visto.
Felipe Tavares de Araujo
Históriado, poeta e músico
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Até breve, querendo Deus!
terça-feira, 24 de abril de 2012
A Covardia
E então
Por obra de silêncio
O errado fez-se certo
Até que imagem
se impôs às vozes
Nasceu o remorso
o vento frio
As pragas escondidas
nos cantos
Nos corações
aumentou o medo,
as confusões
Veio a palavra do Outro
Sempre mais forte
Veio a verdade clara
Indescutível
Veio o povo triste
Resmugão
Veio o tempo Rei
A Opressão
Depois cessou
Não veio mais nada
Não veio o vento
Não veio a imagem
A novidade
Todo o tempo
era reprodução
A imagem era familiar
O Silêncio fez-se
Voz de todos
O Outro era Ele
O vento era constante
O certo casou-se com o Rei
Veio o destino
E o novo,
até hoje
Aguarda nos corações.
Felipe Tavares de Araújo
Historiador pela UFRN, poeta e músico.
Por obra de silêncio
O errado fez-se certo
Até que imagem
se impôs às vozes
Nasceu o remorso
o vento frio
As pragas escondidas
nos cantos
Nos corações
aumentou o medo,
as confusões
Veio a palavra do Outro
Sempre mais forte
Veio a verdade clara
Indescutível
Veio o povo triste
Resmugão
Veio o tempo Rei
A Opressão
Depois cessou
Não veio mais nada
Não veio o vento
Não veio a imagem
A novidade
Todo o tempo
era reprodução
A imagem era familiar
O Silêncio fez-se
Voz de todos
O Outro era Ele
O vento era constante
O certo casou-se com o Rei
Veio o destino
E o novo,
até hoje
Aguarda nos corações.
Felipe Tavares de Araújo
Historiador pela UFRN, poeta e músico.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Almas Ardentes
Por ventura, reclinei-me na mureta, cadeira invisível,
e no balançar de minha infância, embalei-me à repousar em tua cama.
Entre um gole e outro, borbulhava-me, à refrescância que de minha boca saia.
Estava disposta a aventurar-me nas tuas palavras, firmes e fortes, habilmente
proferidas no íntimo de um olhar desnudo. A sede de vida ainda era forte e teu
seio cabia-me, ou o que de meu olhar a faria!
Nutria-me de teus odores, camuflados em essências perfumadas de óleos, sedosa
pele, escorria por entre lábios a minha fruta favorita.
Tateava teus pés e nelas as tuas andanças, meus dedos a percorrerem a tua face
num encontro de lábios, culminando em conchinhas...
Pensava possuir mares enquanto eles ainda eram infinitos, finito, passei a admirar
o céu porque ainda não me haviam dito que eles eram finitos.
Céus que adquiriram uma pluralidade porque de vários ângulos os vi e eles, diferentemente,
faziam-me pensar às estrelas.
Pensamentos distantes,
mas perto estávamos nós, para com ternura, dizermos um para o outro. Te amo!
Diziam teus olhos, no teu olhar lançado! não cabia palavras dizíamos e ou imaginávamos.
Entre olhares... Sorrisos.
Meneava teus cabelos, teus loiros, cacheados, meus desejos...Ruivos e curtos, o
seu desejo era meu desejo!
Pairava pensamentos planejados à dois. Confidências, juras de amor eterno! Já
diziam os poetas, clemência às juras eternas!
De que vale os sentidos, se não pudermos experimentá-los e, no libertar de corpos,
arder nossas almas, unindo-nos à nossa paixão!
Poeta: Fernando Inazumi
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
SER
Ser, ferido de não se saber
Fogo do não poder
É o poder sem ter
Ferida sem rumo
Conjunto do injusto
Poder e não querer
Gostar do alguém que não te gosta
É figir que não gosta
É gostar sem saber
ou sem querer.
Flor do amanhã
Luz do escuro
Céu, mar, eternidade.
Raissa Tavares de Araújo - todo o direito autoral
Fogo do não poder
É o poder sem ter
Ferida sem rumo
Conjunto do injusto
Poder e não querer
Gostar do alguém que não te gosta
É figir que não gosta
É gostar sem saber
ou sem querer.
Flor do amanhã
Luz do escuro
Céu, mar, eternidade.
Raissa Tavares de Araújo - todo o direito autoral
domingo, 15 de janeiro de 2012
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
_ que é uma questão
de vida ou morte _
será arte?
Ferreira Gullar
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
_ que é uma questão
de vida ou morte _
será arte?
Ferreira Gullar
Poema da amizade
Amigo é aquela pessoa que o tempo não apaga,
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.
É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.
É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...
Que vem para o seu lado quando você está sozinho
e nunca nega um sentimento sincero.
Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo
e não se apagam mais.
Que ficam para sempre como tudo que é feito
com o coração aberto.
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.
É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.
É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...
Que vem para o seu lado quando você está sozinho
e nunca nega um sentimento sincero.
Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo
e não se apagam mais.
Que ficam para sempre como tudo que é feito
com o coração aberto.
O Amor
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
salários.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo:
a mãe,
pelo menos a Terra.
Vladimir Vladimirovich Mayakovsk
(Russo - nasceu na aldeia de Bagdadi, nos arredores de Kertaíssi, na Geórgia)
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
salários.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo:
a mãe,
pelo menos a Terra.
Vladimir Vladimirovich Mayakovsk
(Russo - nasceu na aldeia de Bagdadi, nos arredores de Kertaíssi, na Geórgia)
Recanto aos amigos distantes
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareca,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecilia Meireles
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareca,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecilia Meireles
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A CAROLINA
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida.
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que vos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos,
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
(Machado de Assis)
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida.
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que vos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos,
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
(Machado de Assis)
SENTIMENTAL
PONHO-ME a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!
- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências um cartaz amarelo:
"Neste país é proibido sonhar."
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967, p. 61.)
Romantismo
Quem tivesse um amor, nesta noite de lua,
para pensar um belo pensamento
e pousá-lo no vento!
Quem tivesse um amor - longe, certo e impossível -
para se ver chorando, e gostar de chorar,
e adormecer de lágrimas e luar!
Quem tivesse um amor, e, entre o mar e as estrelas,
partisse por nuvens, dormente e acordado,
levitando apenas, pelo amor levado...
Quem tivesse um amor, sem dúvida nem mácula,
sem antes nem depois: verdade e alegoria...
Ah! quem tivesse... (Mas, quem teve? quem teria?)
(MEIRELES, Cecília. Obra poético. 1. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1958.)
ROMANTISMO
A origem do vocábulo romântico é francesa roman que designava a composição literária que versava sobre aventuras heróicas da Idade Média, evocando todo aquele ambiente fantasioso das novelas de cavalaria. Mme. de Staël foi a primeira a estabelecer um paralelo entre o espírito clássico e o romântico.
CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO
Subjetivismo - A visão do mundo é dada pela ótica da personalidade do artista.O antropocentrismo é substituído pelo egocentrismo - o eu poético colocado como centro do universo. Daí, surge a concepção do gênio poético: a criação como um processo quase mediúnico.
Evasão - Incapaz de absorver as pressões do meio, o romântico foge da sociedade circundante. Aí, surgem a busca do Oriente e de paisagem exóticas.
Exaltação da natureza - A contemplação da natureza assume um caráter panteístas, levando a identificação do espírito com as obras da criação divina.
Senso de Mistério - O mundo converte-se em fonte enigmas.
Cor local - A estilização descritiva da Arcádia cede lugar à reprodução dos aspectos pitorescos da paisagem nacional.
Medievalismo - Relegada ao esquecimento pelo racionalismo iluminista a Idade Média é reabilitada pela nostalgia de seus castelos e pelos seus tipos idealizados, como o cavaleiro errante e o cruzado.
Mal du siècle - É a doença romântica, o mal do homem moderno.
Idealização - Próprias de um mundo de sonho e fantasia, as criaturas românticas são idealizadas, capazes de atitudes heróicas e só apresentam boas qualidades: beleza, pureza, caráter elevado.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Dois
Você me tem,
Mas não tenho você
Você está em todos os lugares
Eu sempre aqui
Deixarei que vá
E deixarei que me leve
Deixarei sua imagem em mim
E a amarei
Até que se esfumace
E então eu me liberte
Felipe Tavares de Araújo
Poeta, historiador e músico
Você é o centro de minha solidão
A sua volta
Será a deposição
Da minha solidão
Será como colocar
A língua
Entre o céu e o mar
Tocados no horizonte
Pensar em você
É deixar o
Pensamento flutuar
Com qualquer brisa
É te projetar
Em todo lugar
E quando te sinto
Em mim
Colam-se nossos desejos
E eis que surge
O começo de tudo
O sonhar
Felipe Tavares de Araújo
é poeta, historiado e músico
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Ampulheta
Meu único herói é a chuva
Meu único amigo
O vento
Quero esquecer
De mim
em cada vão
Momento
Debulho
lágrimas
Entornando
mares,
Faces
Milagres
Salpicam
a cidade
A ampulheta demora
Deus com linhas tortas
Denigre para si o infeliz destino
Até breve, querendo Deus!
Poeta: Felipe T de Araújo
Historiador, Músico e Poeta.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Fragmentos 2
"Se o teu
Sonho for maior
Que ti
Alonga tuas asas
Esgarça os teus medos
Amplia o teu mundo
Dimensiona o infinito
E parte em busca da estrela"
Poetisa Goiâna
(Lêda Selma)
Ate breve, querendo Deus!
Fazer x Falar
Nao sei o que dizer, só sei o que fazer.
Falar?
As palavras não bastão no meu microfone
Tudo demora pra mim.
Só atos me bastam
E a esperança de que um dia o mundo pode ser bem melhor
E...
Se um dia o mundo ficar certo
Certa serei eu
Para explicar a história de minha vida
Mas quem realmente eu Serei?
Uma pessoa qualquer que escreve sua própria história?
Não!...
Serei somente um pássaro
Com o destino de encontrar sua liberdade
de encontrar suas asas da imaginação
As que se reinventam a cada dia
E que faz nossa vida ser bem melhor
com o piscar dos olhos a cada instante.
Ate breve, querendo Deus!
Falar?
As palavras não bastão no meu microfone
Tudo demora pra mim.
Só atos me bastam
E a esperança de que um dia o mundo pode ser bem melhor
E...
Se um dia o mundo ficar certo
Certa serei eu
Para explicar a história de minha vida
Mas quem realmente eu Serei?
Uma pessoa qualquer que escreve sua própria história?
Não!...
Serei somente um pássaro
Com o destino de encontrar sua liberdade
de encontrar suas asas da imaginação
As que se reinventam a cada dia
E que faz nossa vida ser bem melhor
com o piscar dos olhos a cada instante.
Ate breve, querendo Deus!
Raissa Tavares é poetisa
Natal, 16/11/2007domingo, 20 de novembro de 2011
Enaltação a Areia Branca
Abrindo aquela janela dou-me de frente para o mar,
olhando aquela paisagem
todos vem a admirar
uma graúna cantando coco
no coqueiro a beira mar
Areia Branca bela cidade
cartão postal potiguar
zelando o meio ambiente
todos só tem a ganhar.
Poeta: Otávio Azevedo de Araújo
terça-feira, 23 de agosto de 2011
LÁGRIMA
Tocando, distraído
Sente o vento frio
Mas de nada desconfia
À porta uma surpresa lhe bate
Nada ouve, sorte!
A melancolia o persegue
Nova batida, um sopapo!
O espanto da notícia
Não crê, apenas chora
Seguem-se os dias
Lamúrias
E é chegado o momento cruento
Abre-se o buraco, jogam dentro
Agora seu amigo jaz, calado
Eternamente
Felipe Tavares de Araújo - Historiador, Poeta e Músico
Até breve, querendo Deus!
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